Dia Mundial de Combate ao Sedentarismo

Dia Mundial de Combate ao Sedentarismo

Neste domingo, 10 de março – Dia Mundial de Combate ao Sedentarismo, foi veiculada uma matéria no Fantástico, da Rede Globo. Iniciou-se uma série de três reportagens para falar sobre hábitos mais saudáveis. Logo na primeira reportagem dessa série, a bicicleta não ficou de fora. No meu ponto de vista, é impossível falar de vida saudável sem incluir atividades físicas e mudanças de hábitos sedentários.

A série Vida Ativa é conduzida pelo professor Marcio Atalla. Em entrevista, o médico oncologista e professor da USP, Paulo Hoff, o sedentarismo vai contra a natureza do corpo humano e, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS ) uma em cada quatro adultos, ou seja, 25% dos adultos no mundo não pratica atividade física suficiente. No Brasil, esse número é ainda mais preocupante, pois esse número atinge a taxa de 47%.

Possíveis problemas ao não ter uma vida mais ativa

O sedentarismo aumenta a possibilidade de problemas no coração (doenças cardiovasculares), além do aumento do risco de câncer e doenças degenerativas. E, a solução não é ficar horas e horas em academias ou desenvolvendo alguma atividade física. A recomendação é manter uma rotina de atividades entre 4 e 5 vezes por semana, em torno de 30 minutos em cada atividade. Totalizando duas horas e meia de atividade no decorrer da semana.

O uso da bicicleta e o planejamento da cidade

Uma das formas de resolver essa questão é substituir o carro ou o transporte público pela caminhada ou bicicleta. Claro que tudo isso vai depender das condições de segurança, ciclofaixas, ciclorotas, distância e tempo de deslocamento. Unificar diferentes modais de transporte também pode ser uma solução prática. Em uma época que eu morei em São Paulo eu tinha duas opções imediatas para ir ao trabalho: ônibus + trem ou a pé + trem. Na época, eu ainda não tinha minha bicicleta, mas, definitivamente seria a opção mais rápida e econômica.

Na primeira opção, o tempo de deslocamento entre a minha casa e a estação de trem, indo de ônibus girava em torno de 25 minutos. Já na segunda opção, indo caminhando, aproximadamente 35 minutos. Muitas vezes, o tempo de espera do ônibus justificava uma caminhada. De acordo com o Google Maps, esse tempo seria reduzido para apenas 9 minutos. Infelizmente, de acordo com o site Cidade de São Paulo, não é permitido entrar com a bicicleta nos dias úteis, exceto no caso de bicicletas dobráveis. No final de semana, que não resolveria a questão de ir pro trabalho de bike, existe alguns horários permitidos.

Porém, essa situação abre uma nova possibilidade, para refletirmos sobre a possibilidade de alterarmos os hábitos sedentários por hábitos saudáveis, ativos e benéficos em diversos aspectos. Ainda de acordo com o Google Maps, o tempo de deslocamento entre o meu endereço antigo de residência e meu antigo trabalho seria de 48 min aproximadamente (tempo suficiente para cobrir o mínimo indicado pela OMS). Utilizando o transporte público, o tempo estimado é de 1 hora e 1 minuto.

Referências internacionais: Copenhague (Dinamarca)

Voltando para os dados abordados na matéria do Fantástico, em Copenhague, na Dinamarca, existe 5 vezes mais bicicletas do que carros. Estamos falando de 675 mil bicicletas. O entrevistado diz que é um dos melhores momentos do seu dia, afinal de contas, é só pedalar, curtir a paisagem e o momento. Um dado interessante: a cada km pedalado por algum cidadão dinamarquês, o governo economiza R$0,58 em gastos com saúde. Parece pouquinho, né?! Apenas 58 centavos. Mas, estamos falando de aproximadamente 2 milhões de pessoas. Considerando que a bike é o principal meio de transporte da cidade e se cada habitante pedalar ao menos 1km por ano (o que convenhamos, é muito improvável que seja apenas essa média de quilometragem), estamos falando de uma economia anual de R$1.160.000,00 (UM BILHÃO E CENTO E SESSENTA MIL REAIS).

E aí, você acha que é possível mudar seus hábitos sedentários por uma vida mais ativa? Comenta aí embaixo e bora pedalar, como diria nossa amiga Renata Falzoni.

Fonte: Fantástico

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