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As empresas jogam contra as bikes?

Bicicleta Btwin Decathlon RockRider 300

Acabei de passar por uma situação muito desagradável em uma unidade da Drogaria Onofre, aqui em São José do Rio Preto, interior do Estado de São Paulo. Sei que não foi a primeira, nem será a última vez, mas, desde quando comecei a utilizar a bicicleta como meu principal meio de transporte e locomoção, passei a observar mais o comportamento de colaboradores de empresas que fazem parte do nosso dia a dia, como supermercados, shoppings e, agora, academia.

Hoje pela manhã, resolvendo algumas coisas na rua, aproveitei pra passar numa farmácia. Fui a caminho de uma Drogaria Onofre no centro de Rio Preto. Como não vi nenhum bicicletário próximo, entrei com a bicicleta mesmo – como sempre faço (inclusive nesse link aqui você consegue contribuir para um mapa colaborativo onde mapeio os bicicletários das cidades por onde eu passo).

Quando entrei, fui abordado pelo vendedor que, quase antes de um bom dia já veio falar: não pode bicicleta aqui dentro. Falei que tudo bem e perguntei onde era o bicicletário. Ele falou que não tinha um e eu expliquei que, nesse caso, a bicicleta ficava comigo. E perguntei sobre o produto que eu precisava. Ele falou que tinha, mas, que eu não poderia continuar ali andando de bicicleta. Obviamente, eu não estava andando com ela, estava empurrando ao meu lado. Depois ele me apresentou uma “solução”: deixa ela ali na rua e eu olho pra você. Eu falei que não, pois, caso acontecesse alguma coisa, não seria fácil eu rever o meu prejuízo com a Onofre e ele, pessoalmente, não iria arcar com o prejuízo. Mesmo que eu tenha trancas e travas, queria deixar claro pra ele que o incentivo também deve vir das empresas. Principalmente da área da saúde, que querem vender um estilo de vida saudável, remédios pra isso e praquilo, mas, não fazem verdadeiras ações de incentivo a um estilo de vida saudável, colocando um simples bicicletários ou até mesmo orientando colaboradores a não tratarem com rispidez o cliente.

Saí de lá e fui na Drogasil, ao lado da Drogaria Onofre – que também não possui um bicicletário disponível, mas, que teve um atendimento totalmente diferenciado. O vendedor, Rafael, ficou conversando sobre a bike, sobre os acessórios de iluminação e ainda falou que gostaria de vir de bicicleta pro trabalho, mas que tem receio por conta da distância. Eu acredito que ainda vá além: não tenho como saber se a Drogasil oferece um vestiário adequado e um lugar apropriado para os funcionários guardarem a bike, mas, se tivesse, talvez o problema da distância, não seria tão grave assim para o Rafael.

Fica a reflexão e vamos tentar mudar aos poucos o comportamento, cada um fazendo sua parte: a empresa coloca bicicletário, o ciclista respeita o motorista e o pedestre no trânsito, o colaborador recebe um incentivo pra usar a bike como meio de transporte e assim fica todo mundo feliz e saudável (verdadeiramente e não da boca pra fora ou apenas como marketing social das empresas).

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