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Mobilidade Urbana Sustentável – substituir o carro por bike?

Mobilidade Urbana Sustentável

Por que andar de bicicleta é considerado um dos meios de transportes mais sustentáveis da atualidade? É perceptível o aumento de pessoas que utilizam a bike como meio de transporte, por diversos motivos. Seja por motivos econômicos, pela atividade física ou até mesmo pela agilidade que o modal nos oferece.

O que é Mobilidade Urbana Sustentável?

Antes de trazer o conceito, e não devemos considerá-lo como óbvio pela facilidade de entendimento dessas três palavras mágicas, é importante entender o contexto em que ele será aplicado.

No Brasil, entre 2007 e 2017, a frota de veículos, cresceu 400%, chegando a circular mais de 43 milhões de carros e motos. De acordo com um levantamento da CET – Companhia de Engenharia de Tráfego, da capital paulista, a cidade tem 7,4 veículos para cada 10 pessoas.

De acordo com a matéria do G1, quando entrevistado o Gestor de Projetos da Rede Nossa São Paulo, Américo Sampaio ele diz:

“Duas coisas são centrais – primeiro, ampliar a oferta de transporte público e de modos ativos na cidade, como a ciclovia. E, do outro lado, criar políticas que desestimulem o paulistano a utilizar o carro, como ampliação do rodízio, das áreas de incidência do rodízio, e o tempo que ele é aplicado. São medidas que poderiam ser aplicadas desde já”

G1, Cidade de SP tem 7,4 veículos para cada 10 habitantes, aponta levantamento da CET, por César Menezes, SP2.

Tendo esse contexto aplicado, a mobilidade urbana pode ser conceituada como a condição criada para que as pessoas se locomovem entre dois pontos, podendo ser entre sua casa e sua escola ou seu trabalho, entre duas ou mais cidades, estados ou até mesmo países. Por sua vez, esses deslocamentos eles podem ser realizados sobre trilhos, como metrôs e trens, de forma aérea com aviões e helicópteros. Mas, as formas mais utilizadas são os carros, motos e transportes públicos – como ônibus e vans – e, também bicicletas.

E a bicicleta, onde entra nessa história?

No Brasil, de acordo com uma pesquisa realizada pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) em 2017, o Brasil tem mais bicicletas do que carro. São 50 milhões de bicicletas contra 41 milhões de veículos. Porém, apenas 7% do total de viagens são feitas utilizando a bicicleta, com potencial de atingir 40% das viagens.

Foto de Acervo Pessoal

O uso de bicicletas pode vir acompanhado de uma série de vantagens para o ciclista, principalmente em comparação aos transportes públicos que temos disponíveis atualmente, em situações muitas vezes sucateadas, com problema de superlotação, preços altos, entre outros. Veja abaixo alguns dos principais benefícios que, com certeza, vão melhorar a qualidade de vida daqueles que optam por usar a bike no dia a dia:

  • Com 10 minutos de pedal você começa a trabalhar as articulações envolvidas no uso da bicicleta, como joelho e tornozelo;
  • Com 20 minutos, seu corpo já começa a trabalhar no reforço do sistema imunológico;
  • Com 30 minutos, é percebida melhoras no sistema cardiovascular.
  • Com 40 minutos de treino, sua capacidade e qualidade respiratória também adquire ganhos
  • E, finalmente, com 50 minutos pedalando seu metabolismo é acelerado, trazendo todos os benefícios de um metabolismo eficiente.

A mobilidade urbana no Brasil ainda tem muito o que melhorar, não tenho dúvidas disso. Seja através de infraestrutura nas cidades que priorizem, não somente o uso da bicicleta através de ciclofaixas, ciclorrotas e ciclovias, mas também dos transportes coletivos mais utilizados pelas pessoas, como ônibus, metrôs, trens, até mesmo pela utilização de carros elétricos, aplicativos de compartilhamento de carros. A cidade é formada por tudo isso junto.

Ainda gostaria de complementar nesse texto que, a mobilidade urbana sustentável nacional também deve ser encarada como um ato político. Não é muito clara a política nacional de mobilidade, mas, é nosso papel cobrar os nossos representantes no governo para que não tenhamos retrocesso no pouco que já foi conquistado nas cidades brasileiras.

Foto de Acervo Pessoal

No momento em que eu estava escrevendo esse texto, me veio uma dúvida em quanto seria possível economizar utilizando a bicicleta como principal meio de transporte. Já fiz um texto falando sobre isso e o que me motivou a trocar o carro pela bike, vou deixar o link aqui. Mas, num contexto de política nacional de mobilidade urbana sustentável, só consigo ver vantagens no crescimento desse meio de transporte e como impacta a sociedade como um todo.

De acordo com uma matéria do site El País, aquele que busca ter mais tempo, saúde e dinheiro tem que ir de bike pros lugares. Vejam os números que curiosos:

Os trajetos considerados pedaláveis possuem até 8km, realizados entre 06h e 20h por pessoas com até 50 anos de idade. Segundo o estudo Impacto Social do Uso da Bicicleta em São Paulo, realizado pelo Centro Brasileiro de Análise e Planejamento a diferença pode ser de R$451,00 no bolso do paulistano que troca o carro pela bike (quase metade de um salário mínimo), 10% a menos de emissão de CO2 e um ganho de 90 minutos livres por semana.

São mais de 3 milhões de viagens que poderiam ser realizadas com a substituição do carro ou do transporte público para atingir esses números incríveis. Pra quem usa ônibus a economia seria um pouco menor, mas ainda impactante: na média seria economizado R$138,00 por mês (na época do estudo, a passagem custava R$3,80).

Exemplos de Mobilidade Urbana Sustentável

São grandes os desafios, mas a mobilidade urbana sustentável no Brasil e no mundo não se restringem apenas ao uso da bicicleta. Existem outras ações que complementam o conceito de mobilidade urbana, como por exemplo, a permissão de transportar bicicletas em metrô, fazendo assim conexões entre dois modais diferentes.

Um outro exemplo que eu gostaria de trazer nesse texto é a existência de uma rodovia específicas para bicicletas, Radschnellweg, que liga as cidades de Dortmund e Duisburg, na Alemanha, em um trajeto de 60km (previsão de 3h20min de bike), entre muitos outros. Veja esse belíssimo exemplo de um projeto de mobilidade urbana sustentável bem sucedido no vídeo abaixo:

É inegável que existem diversos desafios da mobilidade urbana sustentável, mas, que essa pauta não deveria ser discussão apenas das grandes cidades. Os sistemas de transportes devem ser pensados de uma forma que contribuam com o desenvolvimento urbano, que priorizem o bem-estar e a saúde do cidadão.

E você, como analisa essa questão da mobilidade urbana sustentável? Qual seria o impacto na qualidade de vida, na saúde e no seu bolso ao começar utilizar a bicicleta como meio de transporte? Conta aqui pra mim deixando seu comentário e até o próximo texto.

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